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Lagum celebra 10 anos de primeiro álbum com edição limitada de “Seja o Que Eu Quiser” em vinil

Foto do escritor: Arthur Líbero
Arthur Líbero
1 de set.
3 min de leitura

Por Arthur Líbero


Dez anos depois de dar os primeiros passos na carreira fonográfica, a Lagum transformou o álbum que marcou sua estreia em uma peça de colecionador. “Seja o Que Eu Quiser”, lançado originalmente em 8 de maio de 2016, ganhou pela primeira vez uma edição em vinil, produzida de forma limitada e numerada para celebrar uma década do disco.


A edição especial chegou à loja oficial da banda ao meio-dia desta segunda-feira (31), encerrando a programação de comemorações preparada pelo grupo para agosto de 2026. A procura foi imediata: segundo informações divulgadas após o lançamento, todas as unidades disponíveis foram vendidas em aproximadamente dez minutos. A loja oficial da Lagum também registra atualmente o produto como esgotado.


Foto: Pedro Calais / Still: Breno Galtier
Foto: Pedro Calais / Still: Breno Galtier

Além do disco em vinil, a edição comemorativa foi acompanhada de itens assinados pelos integrantes. A proposta foi transformar o primeiro álbum da banda em uma lembrança física de uma fase que ajudou a construir a trajetória do grupo.


Um registro do começo da história

“Seja o Que Eu Quiser” nasceu de maneira independente e apresentou ao público as primeiras composições da Lagum. O álbum reúne oito faixas: “Pra Lá de Bagdá”, “Transante”, “Fifa”, “Último Dia”, “2026”, “Sei Lá”, “Olha” e “Sem Hora”, em pouco mais de 25 minutos de duração.


(créditos: Pedro Calais)
(créditos: Pedro Calais)

Na época do lançamento, a banda ainda estava distante da dimensão que alcançaria nos anos seguintes. Formada em Minas Gerais, a Lagum surgiu em 2014 e começou sua trajetória com apresentações locais antes de colocar o primeiro disco no mundo. A partir dali, o grupo passou por diferentes fases até alcançar projeção nacional.


Um dos capítulos decisivos veio com “Deixa”. Lançada originalmente em 2017 e posteriormente registrada em uma versão acústica com Ana Gabriela, a música ganhou grande repercussão e ajudou a ampliar a presença da Lagum no cenário musical brasileiro. Em 2019, o grupo lançou “Coisas da Geração”, seu segundo álbum, já pela Sony Music.


Desde então, a discografia da banda cresceu com trabalhos como “MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui)” (2021), “Depois do Fim” (2023) e “As Cores, As Curvas e as Dores do Mundo” (2025).


Dez anos depois, outro significado para o primeiro disco

Para Pedro Calais, vocalista da Lagum, revisitar o álbum uma década depois também significa olhar para quem a banda era antes de saber o tamanho que sua trajetória poderia alcançar.


“Lançamos esse álbum em maio de 2016, de uma forma muito caseira e sem saber exatamente o que ia acontecer. Naquela época, a gente não via aquela capa como uma espécie de cápsula do tempo. Só agora, em 2026, consigo olhar para aquele momento e perceber isso. Eu poderia ter sido qualquer outra coisa, poderia estar trabalhando como publicitário, sei lá. Mas continuo aqui, fazendo música, e isso dá um significado ainda maior para esse lançamento”, afirmou o cantor.


A ideia de transformar o álbum em um objeto físico também dialoga com a própria passagem do tempo. Em 2016, “Seja o Que Eu Quiser” representava o início de uma história que ainda estava sendo construída. Dez anos depois, o mesmo trabalho pode ser revisitado como um registro de onde a banda começou.


Atualmente, a formação da Lagum é composta por Pedro Calais, Otávio “Zani” Cardoso, Jorge Borges e Francisco “Chicão” Jardim. O grupo segue celebrando a década de carreira com novos projetos e apresentações.


Um novo capítulo em um ano simbólico

A comemoração dos dez anos chega justamente em 2026, ano que dá nome à faixa “2026”, presente no álbum de estreia. A música ganhou um significado especial com a chegada do ano que, em 2016, parecia distante.


A agenda da Lagum também marca a dimensão alcançada pela banda desde o lançamento do primeiro disco. Em setembro, o grupo será responsável pela abertura de três apresentações do Maroon 5 no Brasil: em São José do Rio Preto, no dia 6; em São Paulo, no dia 8; e em Salvador, no dia 10.


Além disso, a banda prepara a turnê “Lagum em Todo Lugar”, que passará por dez cidades brasileiras entre o fim de 2026 e o início de 2027.


Com o esgotamento praticamente imediato da edição comemorativa, “Seja o Que Eu Quiser” ganha mais um capítulo dez anos depois de seu lançamento. O que começou de maneira independente e caseira agora também existe como uma edição física especial — um registro material do ponto de partida de uma das bandas que se consolidaram na música brasileira ao longo da última década.

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